Queremos fazer diferente, mas a verdade é que algumas das estratégias não funcionam como gostaríamos.
Aqui fica o passo-a-passo para que possas ser escutada, sem gritar.
PASSO 1 — Clarificar o motivo pelo qual não gritas
Antes de mudar qualquer estratégia, responde com honestidade:
Porque não grito?
Porque gritaram comigo e não quero repetir?
Porque quero ser uma adulta mais justa e autorregulada?
Porque acredito numa parentalidade que respeita os miúdos?
PASSO 2 — Fazer a “cara bater com a careta”
É frequente cometermos estes erros:
Falar fofinho
Demasiadas explicações e justificações
Esconder que estamos a ficar saturadas.
Resultado?
A criança recebe mensagens contraditórias. Como assim, perguntas tu?
Se lhe dizes “João Maria, não batas com o comando da televisão”, de maneira fofinha, ele não percebe, pelo teu tom, que isso é uma proibição e que não é para continuar. Ele ouve o que dizes, mas o teu tom vai confundir a informação, entendes? Por isso digo que a “Cara não bate com a careta”.
O que é precisas aprender é:
Mostrar-te zangada sem seres agressiva
Mostrar frustração sem humilhares
Comunicar limites sem explicações infinitas
A Autorregulação não é ausência de emoção, mas antes a nossa capacidade em expressar asemoções de forma adequada.
PASSO 3 — Ser afirmativa (e parar de convencer)
Ser afirmativa não é:
Dizer “sim” para evitar conflito
Explicar até à exaustão
Tentar convencer a criança/adolescente
Na prática, verifica se:
Explicaste uma ou duas vezes?
Respondeste com clareza?
Então, que não haja dúvidas: a conversa pode terminar. Continuar desgasta todos os participantes nesta conversa, certo?
Se não queres gritar, mas também não queres viver a repetir tudo dez vezes, precisas do Berra-me Baixo.
No Berra-me Baixo mostro-te como comunicar limites sem gritos, sem culpa. Acredito que ninguém tem filhos para se andar constantemente a chatear, certo?
Entra agora neste desafio que tem transformado tantas famílias há mais de 14 anos.